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sábado, outubro 13, 2007

Tudo ilegal! Sintra, Margem Sul e Algarve...Uma Maravilha!

Supremo Tribunal Administrativo rejeita reclamação da REN. Linha de Muito Alta Tensão ligada pode estar “ilegal”


Supremo rejeita reclamação da REN. Linhas de Muito Alta Tensão estão "ilegais" enquanto ligadas, garantem advogados de Monte Abraão. Fátima Campos quer que a REN tenha um prazo para desligar a corrente que passa nas linhas que ligam Fanhões a Trajouce.



A notícia chegou à junta de freguesia de Monte Abraão quarta-feira ao final da tarde. O Supremo Tribunal Administrativo rejeitou a reclamação apresentada pela REN face à ordem para desligar a Linha de Muito Alta Tensão que liga Fanhões a Trajouce. Fátima Campos, presidente de junta de Monte Abraão, revelou que o argumento utilizado pelos juízes no seu despacho foi “não haver matéria para reapreciar”. Os advogados da junta de freguesia asseguram que linha está em “ situação ilegal”, confirmou a autarca.

Os advogados ao serviço de Monte Abraão admitem que a REN ainda pode recorrer a cada um dos juízes do Supremo Tribunal Administrativo e ao Tribunal Constitucional mas a decisão deverá ser cumprida imediatamente, pelo que terá efeitos na acção principal, com início a 19 de Outubro, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra.

À rádio TSF, a autarca de Monte Abraão mostrou-se “bastante optimista”. Fátima Campos diz que “os postes vão abaixo. Se é melhor enterrar, que se faça, se é melhor utilizar subestações que se faça em alternativa. Não estamos contra as alterações da linha, mas deverá ser a REN a assegurar as alternativas”.

O próximo passo, informou a presidente, é informar o Supremo Tribunal Administrativo de que as linhas estão a funcionar, solicitando que o colectivo de juízes estabeleça um prazo para o cumprimento da decisão da REN. O pedido deverá dar entrada do STA ainda durante o dia de hoje.



Alvor de Sintra

sexta-feira, outubro 12, 2007

Visões bem esclarecedoras sobre a "grande" Obra...


O METRO SUL DO TEJO E O FUTURO



Na última semana de Setembro, a Assembleia Municipal de Almada reuniu uma vez mais, com uma extensa Ordem de Trabalhos. Dessa extensa ordem do dia, constava a autorização da cessão das últimas parcelas do domínio público municipal à concessionária Metro Transportes do Sul.


A Assembleia Municipal votou maioritariamente a cessão da proposta.


Chega pois ao fim a saga do Metro!


Importava fazer um balanço, aprender com os erros, enfatizar o bom desempenho, tirar conclusões. Desde logo reafirme-se o velho adágio português, “ não há bela sem senão…”.


Em primeiro lugar importa sublinhar que o Metro Sul do Tejo é obra dum Governo Socialista, dum Governo da República. Este desígnio socialista é hoje partilhado pela maioria dos eleitores, Almadenses e Seixalenses.


Se há Metro Sul do Tejo, tal se deve a lucidez, pertinácia e comportamento esclarecido de dois Ministros, do saudoso Sousa Franco e João Cravinho.


Como dissemos atrás, não há bela sem senão! Em primeiro lugar, os trajectos escolhidos pelos Municípios de Almada e Seixal.


Não se percebe por que é que Metro Sul do Tejo não passa junto à Margueira, junto à futura Cidade da Água. Também não se percebe por que é que o Metro Sul do Tejo não passa junto do Hospital Garcia de Orta.


A solução final adoptada para o triângulo da Ramalha não é totalmente satisfatória para os moradores. Tal se deve à teimosia da Câmara Municipal de Almada que é a entidade que gere o espaço e o território em Almada.

O articulista defendeu no ano de 2001 que o Metro Sul do Tejo devia ser subterrâneo na área urbana consolidada da cidade de Almada, ou seja, entre o Largo de Cacilhas (largo Alfredo Dinis – Alex) e o Centro Sul (Largo 1º Maio).


Continua convencido da justeza da sua opção. Não só trazia desenvolvimento à Cidade e não sacrificava a qualidade de vida. A Cidade não ficaria desfigurada. O pequeno comércio que tem vindo a ser maltratado, com esta opção, terá a sua morte anunciada. Nessa altura, o articulista foi fortemente atacado.


Foram aduzidos dois argumentos para que o Metro Sul do Tejo fosse subterrâneo. O primeiro argumento é que o terreno, a geologia não permite. O segundo argumento é que a verba seria monstruosa. Nada mais falso!